Passo a passo pra resistência estudantil não parar nem em casa

Diferente de Bolsonaro, os estudantes respeitam as medidas de isolamento social e somam isso à força pra nossa luta continuar

“E daí” que os estudantes se importam com a vida dos brasileiros, presidente! As escolas e universidades estão fechadas durante a quarentena, mas não é por causa disso que a gente deixou de sonhar ou lutar. Em casa, junto às nossas famílias, a resistência mudou de jeito mas continua em defesa do nosso futuro. Por isso, criamos um passo a passo básico para continuarmos firmes durante a pandemia.

1º passo – Secunda bem informado é um arraso

Acompanhar diariamente fontes confiáveis de informação é fundamental pra gente ficar antenado com as bombas de Brasília, atualizações da pandemia e novas regras pro isolamento. Ouça ou leia entrevistas com especialistas também para esclarecer suas dúvidas. Ah, e não deixe de se desligar de tudo isso em alguns momentos do dia para poder manter sua saúde mental estável. Cuidar de si mesmo é muito importante!

2º passo – Em casa, respeitando isolamento, também dá pra mobilizar

Diferente de Bolsonaro, os estudantes entendem a importância do isolamento social como forma de preservar mais vidas durante a pandemia. Só que também dá pra mobilizar a galera pela janela como fizemos nos panelaços e barulhaços pelo Brasil para denunciar a irresponsabilidade do presidente. Rola fazer mobilizações também em grupos de whatsapp ou nas redes sociais. Acompanhe nossas páginas pra ficar ligado nessas ações.

3º passo – Ajudar a comunidade e os mais necessitados também é resistir

No seu bairro ou condomínio devem existir idosos ou pessoas do grupo de risco que precisam de ajuda para compras no mercado e na feira, por isso, ajudá-los é uma forma de colaborar com todo mundo. Outra ação bacana é fazer uma vaquinha com a galera para comprar alimentos e materiais de higiene básicos para quem mais necessita. A união faz a força!

4º passo – Seus conhecimentos podem ajudar outras pessoas? Bote a mão na massa

A formação de secundas do ensino técnico e de estudantes do ensino superior pode ajudar muita gente nessa pandemia. O estudante Arthur Ribeiro que estuda Mecânica Integrada ao Ensino Médio, por exemplo, desenvolveu uma impressora 3D que cria um equipamento de proteção facial para os profissionais de saúde. Já o universitário, Kesmark Lustosa, estudante de Ciências da Computação na UNIFG, criou um programa de Whatsapp que disponibiliza informações atualizadas sobre o coronavírus. A verdade é que dá pra pensar em muita coisa legal e até simples pra ajudar quem pode com o que você sabe. Inove!

5º passo – Migo dos professores e na luta com as secretarias

Todo mundo já percebeu durante a quarentena como os professores são importantes no processo de aprendizagem. Mesmo à distância, muitos estão se esforçando para continuar acompanhando os estudos dos estudantes como a professora Andreia Machado que criou um varal de atividades escolares na frente de sua casa para que alunos sem internet possam estudar. Por isso, esteja do lado dos seus professores e pressione à secretaria da sua cidade para tomar medidas que diminuam o impacto no ano letivo e não prejudiquem a comunidade escolar.

6º passo – #AdiaEnem é urgente!

Com toda essa dificuldade pra estudar será impossível estar preparado para o Enem deste ano. A desigualdade de ensino se agravou durante a pandemia já que escolas particulares estão utilizando de ensino à distância, mas muitas escolas públicas não têm previsão de qualquer medida. Alguns estudantes conversaram com a UBES e explicaram a necessidade do adiamento da prova. Se você ainda não assinou nossa petição pelo #AdiaEnem, acesse aqui.

7º passo – Defender a educação pública é um sentimento

Pode ser em casa, nas ruas, nas redes ou até em Marte! Os estudantes não deixam de sentir a necessidade de continuar na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade. Não queremos perder nosso direito de sonhar. Mesmo diante de tantos absurdos que Bolsonaro e sua trupe preparam só ficou mais claro como o movimento estudantil está cumprindo um papel fundamental de luta pela vida, pela saúde, pela educação e principalmente: pela dignidade.