Estudantes repudiam violência contra as escolas ocupadas no Rio Grande do Sul

Ações são denunciadas como estratégia para reprimir luta estudantil

A Primavera Secundarista resiste no Rio Grande do Sul, onde, na noite desta segunda-feira (31) os estudantes que ocupam o colégio Protásio Alves, em Porto Alegre, foram agredidos. Pessoas quebraram os portões para entrar na escola e agrediram os jovens que ocupam pacificamente a instituição.

No facebook, a página da ocupação responsabiliza o presidente do Conselho Escolar como mandante da ação com o objetivo de desocupação do colégio.

Com mais de 150 escolas ocupadas por todo estado, uma série de atos de repressão extrema violência, bem como perseguição política acontecem nas escolas gaúchas. Na cidade de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, também há registro de casos semelhantes.

A diretora de Comunicação da UBES, Fabíola Loguercio, que presenciou ações semelhantes no Rio de Janeiro, declara o repúdio do movimento estudantil a toda forma de violência que tente coagir a luta legítima dos secundaristas.

“Nada calará a Primavera Secundaristas gaúcha, assim como não calou nos outros estados. A nossa luta é permanente e por mudanças na educação, temos ao nosso lado o desafio de defender o que é nosso por direito”, ressaltou Fabíola.

Em vídeo, a diretora da UBES no Rio Grande do Sul, Isabela Luzardo, também denuncia os casos e explica o posicionamento da juventude que permanece resistindo nas ocupações contra o sucateamento da educação no estado e a privatização, por mais segurança e em apoio ao professores em greve (saiba mais aqui).