Contra o golpe e a repressão, a resistência vem das ruas!

Ainda que a PM siga escrachando as mobilizações populares, manifestantes vão às ruas nesse domingo (04) contra o golpe em São Paulo

Apesar do autoritarismo e da truculência que marcaram os primeiros protestos pós-golpe em São Paulo, movimentos sociais, estudantes e trabalhadores se reunirão nesse domingo (04) no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, para lutar e resistir pela democracia. Temer já anunciou que as Forças Armadas estarão nas ruas no dia do protesto. Como justificativa, disse que a medida irá assegurar “a lei e a ordem durante a passagem da Tocha Paraolímpica”.

Integrante da frente Povo Sem Medo, Natália Vermeto tem ido às ruas já que acredita que esse é o momento para lutar contra Temer e seu plano de retirada de direitos sociais. “Ele não representa os anseios populares já que tem um programa de destruição dos direitos da juventude, das mulheres e da classe trabalhadora. Agora é o momento de reafirmar a luta social, fortalecer as mobilizações de rua para impedir que esse governo consiga permanecer no poder com tranquilidade. Cabe a todos nós não permitirmos que eles retirem o que já conquistamos! ”, enfatizou.

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Na Paulista, manifestantes se reúnem contra o golpe

Para Daniel Cruz, diretor da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) é necessário não apenas combater o golpe, mas também reivindicar um plebiscito popular por novas eleições. “Sofremos um impeachment sem base legal, um golpe e por isso, é necessário que permaneçamos em estado de mobilização. A juventude está nas ruas porque é a esperança e todos devem estar! Só assim será possível enfrentar e lutar contra esses usurpadores, invocando um plebiscito popular! ”, explicou.

Violência policial

Ainda que a opressão policial busque sufocar o direito, previsto na Constituição, de livre manifestação popular, a juventude persiste no combate ao governo golpista de Michel Temer. Na noite da última quinta-feira (01), durante manifestação, o fotojornalista Fernando Fernandes sofreu um ataque na Praça da Bandeira, localizada no centro da cidade. O profissional cobria o ato quando uma bala de borracha o atingiu na boca, ocasionando a perda de um dos dentes. No ato do dia 31, a estudante da Universidade Federal do ABC (UFABC), Deborah Fabri perdeu a visão do olho esquerdo quando estilhaços de uma bomba destruíram a lente de seus óculos durante a mobilização.

 

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O fotojornalista Fernando Fernandes cobria o ato do dia 1º de setembro quando uma bala de borracha o atingiu.

Foto: Mídia Ninja

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A estudante Deborah Fabri perdeu a visão do olho esquerdo durante repressão policial no ato do dia 31 de agosto.

A estudante de Direito Stephanie Dáquila esteve no ato da última quarta-feira (31) e reafirma a importância de estar nas ruas agora.  “Nós que sabemos que é um golpe, que sabemos o quão isso prejudica nossa jovem democracia, a nossa Constituição, temos de ir para as ruas nesse momento! Temos de lutar, correr atrás, se revoltar porque, mais uma vez, estão fazendo o que querem da gente! Eles estão no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, mas quem são eles? É o povo é quem escolhe se sim ou não, a democracia é nossa! ”, explicou.

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