Secundaristas são agredidos por policiais durante votação do Plano Municipal de Educação, em Salvador (BA)

A ação aconteceu dentro da Câmara Municipal; em vídeo, presidente da ABES aparece sendo arremessado contra o chão

A sessão que votou o Plano Municipal de Educação, na última terça-feira (14), na Câmara Municipal de Salvador (BA), foi marcada por violência e repressão policial contra os estudantes que tentavam participar da votação. Em vídeo que circula na internet, militares aparecem agredindo jovens que se manifestavam de forma pacífica segurando cartazes.

O mais atingido pelas agressões foi o presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista (ABES), Nadson Rodrigues. Em decorrência da ação dos policiais da Casa, que o arremessaram contra o chão, o jovem foi conduzido ao Hospital Geral. Nas redes sociais, o estudante conta que, após cinco horas de tentativas de acesso, o grupo de jovens conseguiu entrar na sessão. Nadson relata que, no fim da sessão, ao perceber que os manifestantes organizariam ato de ocupação, a polícia partiu para agressão gratuita.

“Nos seguraram e bateram. No meio dessas agressões eu fui jogado e arrastado pelos policiais que lançaram minha cabeça no chão. Fiquei desacordado por alguns minutos e depois fui levado ao hospital, onde fui medicado e realizei todos os exames que precisava.

Assista aqui o vídeo.

Nesta quarta (15), um grupo de estudantes se reuniram com representantes da  Secretaria de Relações Institucionais do Estado da Bahia e da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia SSPBA para cobrar providências do governo diante da ação abusiva e criminosa dos policiais. Os secundaristas já registraram boletins de ocorrência e realizaram exames de corpo de delito.

SOBRE O PLANO

Segundo o Nadson, o Plano Municipal de Educação aprovado não foi construído pelo povo, estudantes ou professore.

“Não houve pluralidade de opiniões para chegarmos a proposta mais avançada, contudo, o que foi aprovado nem sequer cita a garantia de uma “educação pública, gratuita, laica e de qualidade”, denunciou. “O texto visa a privatização da educação municipal, silencia a democracia das escolas e se nega ao debate de gênero e sexualidade que hoje custa a vida das mulheres”, criticou o líder estudantil.