Frente Nacional contra o projeto Escola Sem Partido é lançada no Rio de Janeiro

Pressão será permanente até que o PL seja retirado da pauta do legislativo federal

Nesta quarta-feira (13), ocorreu no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) daUniversidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o lançamento da Frente Nacional contra o Projeto “Escola Sem Partido”. A Frente reúne diversas entidades dos movimentos sociais, sindicatos, associações, partidos, organizações da sociedade civil, além de parlamentares (entre elas, a UBES, AMES-RJ, UNE, CNTE, CTB, MTST) que já estão em mobilização contra o insulto à democracia que representa o PL 867/2015 pelo Deputado Izalci (PSDB-DF), também conhecido como Lei da Mordaça.

Com mais de 300 estudantes e trabalhadores, o ato de lançamento foi iniciado com um minuto de silêncio em memória do estudante da UFRJ, Diego Vieira Machado, assassinado no último dia 2 de julho em crime motivado por homofobia e racismo.

A atividade é a primeira ação da Frente Nacional, que começará a articular as lutas em âmbito nacional até que a “Lei da Mordaça” seja retirada da pauta do legislativo federal. Atualmente, ao menos nove estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal e de diversos municípios, discutem projetos de lei aos moldes do PL 867.

MANIFESTO

Expressando veemente repúdio ao projeto, um manifesto foi emitido pelas entidades que compõem o movimento em luta por uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade e pela garantia da pluralidade no ambiente educacional.

“Defender a escola sem partido é defender a escola com apenas um partido. Partido daqueles que são contra uma educação laica e contra o debate sobre gênero, fortalecendo assim a cultura do estupro e a LGBTfobia presente em nosso país. Defendemos a escola crítica sim, a educação libertadora, a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão e pensamento”, diz trecho do documento que pode ser lido na íntegra aqui.

SECUNDARISTAS EM LUTA

A presidenta da UBES, Camila Lanes, que participou do lançamento, afirma que o enfrentamento ao conservadorismo no ensino unificou estudantes e profissionais da educação contra retrocessos no setor.

“Iniciaremos uma agenda intensa de atos e discussões sobre esse projeto que visa censurar e acabar com toda a democracia nas escolas”, afirmou a líder estudantil que escreveu, recentemente, artigo sobre o assunto (leia aqui).

A UBES também divulgou 8 pontos por que os secundaristas são contra a “Lei da Mordaça,acesse aqui e saiba mais sobre o posicionamento da entidade.