#8M: Organizadas em defesa da vida

“Organizadas nas escolas de norte a sul, pautadas na solidariedade, construímos alternativas ao modelo machista, racista, e a um governo negacionista e genocida"

Por Pâmela Layla, diretora de Mulheres da UBES

O 8 de março, para além de uma comemoração, é um dia de muita mobilização da luta feminista. A data foi originalmente criada em 1917 pelas mulheres do partido socialista. Ao longo da história as mulheres se organizaram para exigir melhores condições de trabalho, igualdade entre homens e mulheres e em defesa da vida. É fundamental resgatar nossas origens, para lembrar que somos parte de um projeto em movimento para mudar a vida das mulheres. 

“É fundamental resgatar nossas origens, para lembrar que somos parte de um projeto em movimento para mudar a vida das mulheres.”

No momento atual o Brasil enfrenta uma série de crises – humanitária, social, econômica, sanitária e política. Ser em defesa da vida das mulheres é exigir o Fora Bolsonaro, esse governo genocida e negacionista não nos apresenta soluções válidas e eficientes para atravessarmos todas as crises. A pandemia mundial do coronavírus já matou mais de 260 mil brasileiros, e também causou um agravamento das desigualdades sociais. 

“Ser em defesa da vida das mulheres é exigir o Fora Bolsonaro, esse governo genocida e negacionista não nos apresenta soluções para atravessarmos todas as crises”

Mais conectividade, mais conhecimento

Nós, mulheres, temos a cada dia que passa nos reinventado nesta sociedade patriarcal, machista, racista e misógina para garantir a nossa sobrevivência. Enquanto isso, o Ministério da Educação foi incapaz de garantir a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com segurança. A marca do Enem deste ano foi abstenção. Dados revelam que houve 55,3% de abstenções no exame presencial e 71,3%3 no formato digital. Trazendo o debate da exclusão digital e da sobrecarga de trabalho doméstico que afeta principalmente as meninas, que muitas vezes largam a escola para ajudar nas tarefas de cuidado em casa. 

O governo não debateu como alcançar essa juventude que não conseguiu acompanhar de forma remota as atividades escolares e abandonaram esse espaço que é tão importante para a transformação das vidas. 

Precisamos pensar no futuro da juventude brasileira, garantir internet, material e merenda escolar, é necessário para que os estudantes não sofram ainda mais com a desigualdade educacional e a desnutrição. Bolsonaro precisa sancionar urgente a PEC da Conectividade. 

“Trazendo o debate da exclusão digital e da sobrecarga de trabalho doméstico que afeta principalmente as meninas, que muitas vezes largam a escola para ajudar nas tarefas de cuidado em casa”

Nós, estudantes secundaristas, exigimos Fora Bolsonaro, vacina para todos, auxílio emergencial já e o fim de todas as formas de violência. Organizadas nas escolas de norte a sul do Brasil, pautadas na solidariedade, construímos alternativas a esse modelo. Todas as conquistas só foram alcançadas com muita organização, como diz Rosa Luxemburgo “Quem não se movimenta não sente as correntes que os prende”. É nos movimentando que mudamos as estruturas, então vem conhecer e construir essa resistência.