Estudantes pedem respeito! Polícia invade ocupação de escola no RJ

Ocupação no colégio CIEP 225 Mário Quintana ocorreu após falta de diálogo com a comunidade escolar em obra da Secretária de Educação do RJ

Empunhando cartazes com frases como “secretário, não merecemos puxadinhos, queremos escola de verdade”, os estudantes ocuparam parcialmente o CIEP 225 Mário Quintana na capital carioca na quarta-feira (22), mas foram retirados à força pela polícia durante a madrugada. 

Os estudantes lutam contra a destruição do pátio para a construção de salas feitas completamente sem estrutura. A ocupação, decidida em assembleia, é uma resposta à Secretaria de Educação que está construindo salas de aula no pátio para criar espaço para aproximadamente 690 novas vagas na escola, sem nenhum diálogo com a comunidade escolar.

No perfil do grêmio estudantil no Twitter (@MQinfoo), eles afirmam que a ação da polícia desrespeitou o direitos dos estudantes que, inclusive, não impediram o funcionamento do colégio. “Apenas queremos que vocês desfrutem de uma boa educação, que cursem algo nas universidades fruto de ações sociais daqui”, afirma o grêmio em tweet.

O espaço é utilizado para atividade socioculturais, também pela comunidade local do bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. A medida pode superlotar o colégio e não está prevista nenhuma obra de adequação ao novo número de estudantes. Além disso, altera o projeto arquitetônico original de Oscar Niemeyer.

Diálogo ZERO com os estudantes

A comunidade escolar organizada ficou aguardando uma reunião na quarta-feira (22) com Pedro Fernandes, secretário estadual de Educação, mas ele não compareceu ao local, mesmo após os protestos terem sido divulgados na imprensa.

No perfil do grêmio, há fotos de vários bancos retirados para a obra que eram utilizados pelos estudantes. Apesar do secretário afirmar que o colégio tem espaço para a construção, os gremistas afirmam que a situação “é inadmissível” e que vão lutar para que a obra não continue.

“A escola não tem estrutura, além de ser uma obra com riscos, são salas feitas de drywall, sem climatização, com um espaço minúsculo, material propício a pegar fogo facilmente”, ressalta o grêmio num tweet.

Os estudantes vão continuar na luta para que a opinião da comunidade escolar seja levada em consideração na decisão unilateral e autoritária da SEEDUC.