Balbúrdia no ENEM: UBES aciona MPF para auditoria e indenização

Após as entidades estudantis acionarem o Ministério Público Federal (MPF), o órgão enviou ofício ao governo Bolsonaro

Após as entidades estudantis acionarem o Ministério Público Federal (MPF), o órgão recomendou ao governo Bolsonaro uma nova conferência em todas as provas do Enem deste ano e a suspensão das inscrições do Sisu, para que nenhum estudante seja prejudicado com erros do Ministério da Educação na aplicação da prova. 

As entidades estudantis UBES, UNE e ANPG haviam entrado com requerimento no Ministério Público Federal na terça-feira (21/1), pois milhares de pessoas reportavam ao Inep e às entidades erros na correção de suas provas, o que o Ministério da Educação confirma que aconteceu em quase 6 mil casos. São 170 mil relatos de erros recebidos pelo Inep.

O pedido dos estudantes é para que todas as avaliações sejam revistas a tempo dos candidatos poderem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que teve o fim das inscrições prorrogado por apenas dois dias, de sexta-feira (24/1) para domingo (26/1).

“Essa prova diz respeito ao sonho de milhares de estudantes para ingressar no ensino superior, por isso vamos lutar por justiça para todos que fizeram a prova”, diz Iago Montalvão, presidente da UNE. 

O presidente da UBES, Pedro Gorki, explica que, além da revisão das avaliações, as entidades pedem uma auditoria para avaliar a condução do Enem pelo Ministério da Educação e pelo Inep. “Precisamos saber se houve improbidade administrativa”, diz o estudante. 

Desde o começo da gestão Bolsonaro, o instituto responsável pelo Enem já está na sua terceira gestão, após passar por diversas trocas, paralisias e disputas internas. A gráfica que imprimiu os gabaritos trocados foi contratada em cima da hora sem licitação.

As entidades entraram também com uma ação civil pública por indenização por danos morais aos estudantes que passaram por constrangimentos devido aos erros do MEC.