11 de agosto: Um Dia do Estudante como nenhum outro

Confira as ações realizadas pela UBES para comemorar este Dia do Estudante com luta!

No atual contexto de pandemia da Covid-19 e do descaso do governo federal diante dessa situação de crise, os estudantes se mostram mais responsáveis do que a figura que governa o país e representam uma verdadeira força de resistência contra as medidas irresponsáveis do governo Bolsonaro.

Esta terça-feira (11), além marcar o aniversário de 83 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade irmã da UBES, e dos 54 anos da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), foi um dia para relembrar as lutas do movimento estudantil e se preparar para as muitas que estão pela frente. As recentes conquistas do movimento estudantil, como a aprovação do novo FUNDEB permanente na Câmara dos Deputados e do adiamento do ENEM, indicam a força e o protagonismo da UBES na luta pelos direitos dos estudantes.

Confira as ações promovidas pela UBES e pelos estudantes, que marcaram este dia de mobilização nacional pela vida, Democracia e Educação no Brasil.

Tuitaço

As UBES realizou dois tuitaços ao longo desta terça-feira (11), um pela manhã, às 10h, e outro à tarde, às 17h, com a hashtag #LuteComoUmEstudante, para mobilizar os e as estudantes neste dia simbólico de luta pela vida, pela Democracia e pela Educação neste momento de ataques e de falta de planejamento para a volta às aulas. O tuitaço teve adesão de diversas personalidades e dos movimentos sociais.

Mobilização pela vida, Educação e Democracia

Tomando os devidos cuidados de proteção contra a Covid-19, como o uso de máscaras, estudantes realizaram ações e intervenções pelo país em defesa da vida e da Educação nesta terça-feira (11).

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Em São Paulo, a UBES e a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) realizaram uma intervenção na av. Paulista, na altura do MASP, para consienctizar a população, entregaram máscaras e seguraram cartazes em frente ao semáforo. A mensagem transmitida pelos estudantes a quem passava pelo local estampava a preocupação dos secundas diante das mais de 100 mil vidas perdidas por conta da pandemia e do descaso do governo Bolsonaro diante da situação; também questionavam a reabertura das escolas neste momento de insegurança diante da propagação da doença.

“Estamos em um dos principais palcos da luta do movimento estudantil. Se não estivéssemos na pandemia, este lugar estaria cheio, mas o nosso coração de estudante pulsa em cada casa, em cada escola, onde hoje nos manifestamos, em cada sinal, em cada manifestação via rede, conscientizando a população que precisamos de responsabilidade”, disse a presidenta da UBES, Rozana Barroso.

Intervenção dos secundaristas na Av. Paulista. Foto: Patricia Santos

Nos cartazes, as frases: E se o presidente fosse responsável? / Teríamos perdido 100 mil vidas? / As escolas brasileiras sofrem com o sucateamento. Teremos materiais necessários para proteção? / Questionamos, mas o governo de Bolsonaro não apresenta solução. / Quantos mais terão que morrer? Não é uma gripezinha!

Projeção no Congresso Nacional

Foto: Tiago Rocha

As duas torres do Congresso Nacional, em Brasília, receberam nas noites desta segunda (10) e terça-feira (11), entre 18h e 20h30, projeção para lembrar as vítimas da Covid-19 no Brasil. A ação foi realizada pela UBES, juntamente com a UNE e a ANPG, e projetou nos prédios a seguinte frase: “Luto pelos 100 mil / #LuteComoEstudante”.

Live com convidados

A presidenta da UBES, Rozana Barroso, e o presidente da UNE, Iago Montalvão durante a live

Devido à pandemia da Covid-19, o tradicional ato do Dia dos Estudantes pelas ruas foi substituído pela live promovida pela UBES, UNE e ANPG com convidados dos movimentos sociais, das universidades, escolas, além de parlamentares, lideranças políticas, artistas, formadoras e formadores de opinião envolvidos com a luta pela democracia e contra a ascensão autoritária no Brasil.

A transmissão que começou às 19h, contou com nomes como Flávio Dino, governador do Maranhão; Guilherme Boulos, Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto-MTST; Ildeu de Castro Moreira, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai; e dos músicos Gilberto Gil e Zeca Baleiro.

Por Natasha Ramos