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Movimento Estudantil

Reprimidos no Senado, estudantes criam campanha para mostrar problemas da escola

3 min de leitura Por Redator UBES
Reprimidos no Senado, estudantes criam campanha para mostrar problemas da escola
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Graças à pressão do movimento estudantil e da sociedade, nesta terça-feira (26/2) o ministro da Educação, Ricardo Vélez, reconheceu que errou ao pedir para que estudantes fossem filmados durante leitura de uma carta sua com o bordão eleitoral de seu partido.

A declaração do ministro aconteceu na chegada a uma audiência da Comissão de Educação no Senado, onde estudantes foram reprimidos ao protestar contra a gestão Vélez com cartazes e mordaças. “Queremos ouvir o que o ministro tem a dizer, nosso protesto é silencioso”, denunciou Stefany Kovalski, diretora de Comunicação da UBES, presente no Congresso. Mesmo assim, cartazes não puderam ser exibidos e funcionários da Casa tentaram retirar à força mordaças de estudantes presentes.

Para Stefany, a falta de planos apresentada durante a audiência, marcada para que o ministro apresentasse diretrizes da pasta, mostra o porquê da insistência deste Ministério da Educação com a “Lei da Mordaça”. Durante a sabatina, ele não detalhou nenhum plano nem comentou sobre Plano Nacional de Educação (PNE) ou Fundeb.

“Este programa ‘Escola Sem Partido’ representa apenas censura, retrocesso e falta de projetos concretos para melhorar nossas escolas”, diz Stefany.

#MinhaEscolaDeVerdade

Enquanto Vélez pede que diretores de escola filmem a execução do Hino Nacional após a leitura de uma carta sua saudando “novos tempos”, a UBES incentivou nesta terça uma campanha #MinhaEscolaDeVerdade, para que sejam filmados os graves problemas da escolas brasileiras.

https://www.facebook.com/ubesoficial/videos/2213392148708809/

“Será mesmo que a prioridade do Ministério da Educação do nosso país deve ser gravar estudantes cantando o hino nacional?”, questiona o presidente da UBES, Pedro Gorki, em vídeo sobre a campanha. Para a entidade, deveriam ser prioridades da pasta valorização de professores, cumprimento do Plano Nacional de Educação e renovação do Fundeb.

Muitos estudantes têm participado, publicando vídeos de tetos caindo, goteiras e espaços tomados por mato, por exemplo.

“Nós, estudantes, não queremos apenas cantar o hino nacional, mas sim construir uma grande nação e a escola pública dos nossos sonhos”, afirma Gorki no vídeo sobre a campanha.  

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Essa era minha escola, EEEFM Jacaraipe na Serra/ES (em questão de infraestrutura, vou nem falar de outras coisas que não fotografei) por volta de 2016, 2017. Se dependesse do governo estadual e/ou federal ela nem existia mais. O Grêmio Dandara, em 2017/18, junto com o Conselho da Escola conseguiu, com muito custo, uma reforma (ainda em curso) em toda a infraestrutura do prédio. Falta professores, falta vagas, falta merenda, falta pagamento, falta infraestrutura, falta verba, falta transporte, falta passe livre, falta democracia na escolha de diretores, falta livros, falta bibliotecas, falta carteiras, falta muita coisa nas nossas escolas, Senhor Ministro. Obrigar cantar hino nacional e falar slogan de campanha, não te faz nacionalista, promover uma educação de qualidade, sua única função, sim. Quem quiser conhecer um pouco mais dos feitos do grêmio que construí, basta ir na página do Facebook (Grêmio Dandara) ou ver a cartilha de retrospectiva (link na bio) #MinhaEscolaDeVerdade @ubesoficial @uneoficial @mineducacao

A post shared by Mateus Filgueira (@mateus.teusu) on Feb 26, 2019 at 10:39am PST