Reação secundarista contra corte de Bolsonaro chega às cinco regiões

Mais de 100 institutos e colégios federais vestiram preto nesta segunda (6/05) e se mobilizam para a greve da educação

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL) participava de cerimônia do Colégio Militar no Rio de Janeiro, nesta segunda (6/05), ficou impossível não ouvir o grito de estudantes e pais do lado de fora. Eles se manifestavam contra o corte de mais de 30% para instituições federais de ensino, como Colégio Pedro II, o Cefet e os Institutos Federais (IFs).

Protesto no Rio de Janeiro (Foto: Francisco Proner)

O mesmo grito aconteceu no Brasil todo, com a campanha #TiraAMãoDoMeuIF: em ao menos 22 dos 27 estados há registros de estudantes mobilizados nos seus IFs, locais de excelência educacional e alvo da tesoura injustificada do Ministério da Educação.

Chama atenção a agilidade e abrangência da resposta secundarista, após o anúncio repentino dos cortes. Mais de 100 Institutos Federais estavam organizados nesta segunda-feira para barrar a medida, em torno da tag #TiraAMãoDoMeuIF, com roupas pretas, cartazes e palavras de ordem.

IFBA – campus Jequié
Estudantes abraçam o campus Paranavaí do IFPR
IFPI – campus Paulistana
IFPA – campus Jacobina

Paralisação Nacional da Educação

A defesa estudantil pela rede federal de ensino promete se estender em assembleias ao longo da semana. A ideia é unificar todo o Brasil em uma Paralisação Nacional da Educação, em 15 de maio.

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>> Veja aqui como levar a luta para seu instituto ou colégio federal

Defesa dos Institutos Federais

Os cortes de R$ 740 milhões anunciados pelo governo Bolsonaro na rede federal de ensino médio e técnico impediria muitas destas instituições de terminar o ano letivo.

Com 642 unidades, os Institutos Federais oferecem ensino médio integrado ao técnico em capitais e no interior. Além de capacitação e formação cidadã, representam o desenvolvimento da ciência e pesquisa no Brasil.

A UBES emitiu nota oficial em defesa da rede federal neste sábado, 4/05: “A economia de um país tem em sua base o conhecimento científico crítico e social, por isso, nos Institutos Federais não aceitaremos retrocessos”.