Meninas latino-americanas contra o imperialismo foi tema no 5º EME

Secundaristas também se reuniram para debater o machismo no continente

No primeiro dia de debate de mesas do Revolta, as meninas conversaram sobre os avanços do obscurantismo na América Latina e como isso afeta as políticas femininas. “Mulheres anti-imperialistas na luta contra o machismo” aconteceu na Faculdade Zumbi dos Palmares em São Paulo (SP), durante o 5º Encontro de Mulheres Estudantes – EME na sexta-feira (18).

Como mediadora da mesa, Bruna Helena, diretora de Relações Internacionais da UBES, apontou a importância de ampliar o debate pelo combate ao imperialismo na América Latina e, consequentemente, o machismo.

Acompanhando o raciocínio de Bruna, Beatriz Lopes, representante da Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes – OCLAE, explicou como os ataques às políticas públicas cresceram na tentativa de fortalecer o conservadorismo no continente. As meninas são linhas de frente na resistência, segundo Beatriz.

“Quando se constrói espaços de luta, outros estudantes se inspiram”, completou Beatriz, representante da OCLAE. (Foto: @santosppatricia)

“Há uma crescente força de lideranças femininas surgindo pela América Latina e pelo mundo, pois nós mulheres temos a capacidade de unificar tantas vozes num cenário político e social polarizado”, apontou a representante da OCLAE. Ela ainda completou como fica feliz por ver a juventude feminina se organizando para devolver ao Brasil o sentimento de esperança e luta.

A estudante Angela Correa, presidenta da Associação Nacional dos Estudantes Secundaristas da Colômbia – ANDES, apontou como a luta feminista é, também, anti-imperialista. Afinal, os interesses da elite econômica e social é patriarcal, dominada quase exclusivamente por homens.

“Nossa luta deve incluir a todos, principalmente para levarmos às escolas o ensino pela educação sexua e reprodutiva”, disse a estudante colombiana, Angela Correa. (Foto: @santosppatricia)

Angela citou todas as dificuldades das meninas colombianas na luta pela igualdade de gênero e como se assemelham a luta das brasileiras. “Nossa luta deve incluir a todos, principalmente para levarmos às escolas o ensino pela educação sexua e reprodutiva”, concluiu a estudante.

Também participaram Tica Moreno, representante da Marcha Mundial de Mulheres – MMM e Lanny Lazareno, secretária geral da JSB-PB. Ambas apontaram como as escolas têm um papel fundamental na formação das mulheres latino-americanas.