Estudantes debatem saídas para o próximo período, em Salvador

"Do meu direito não abro mão, da previdência, da saúde e educação", reivindicou a juventude em diversos grupos de discussão

No último dia de atividades na Universidade Federal da Bahia (UFBA), sábado (09), estudantes que vieram dos quatro cantos do país discutiram as perspectivas para a educação no próximo período. As ideias desenvolvidas vão compor o documento que será aprovado na Plenária Final no domingo, no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras, encerrando a Bienal e o Encontro de Grêmios.

A censura e os empecilhos para a mobilização estudantil em um espaço controlado por empresários foram questões debatidas no encontro de “Organização e resistência nos pré-vestibulares e escolas particulares”. Os estudantes deram foco a pautas emergenciais como as taxas abusivas, o desenvolvimento da educação por meio do ensino público, gratuito e de qualidade e a necessidade de medidas assistenciais para todos os estudantes, principalmente para bolsistas:

“Escolas privadas têm muitos estudantes pobres que precisam de assistência estudantil, inclusive para adentrar as universidades públicas que são compostas majoritariamente por ricos” destacou Victória Madeira, estudante do Rio de Janeiro e integrante da AMES Rio.

Foto: Pedro Caldas – CUCA da UNE

Para além disso, é importante que pré-vestibulares voluntários sejam fortalecidos e ampliados, pois possibilitam que pessoas “pobres e pretas” acessem universidades, segundo os jovens presentes. A terceirização e a não valorização de professores também foram citadas como uma preocupação da juventude.

“Querem que sejamos meros apertadores de parafusos”, disse Rozana Barroso, diretora de Escolas Técnicas da UBES, no GD de “Organização e resistência nas escolas técnicas e institutos federais”. Os estudantes também denunciaram a tentativa de fechar IFs em vários estados, como está acontecendo em São Paulo.

O secundarista Kallel Naveca, do Amazonas, comentou que é um cenário preocupante que exige organização estudantil: “Nós já vemos um sucateamento do ensino técnico, e do ensino público como um todo, em andamento. Temos de fazer uma forte oposição para resistir aos avanços do desmonte na educação”.

Em outro espaço, estudantes discutiam a “Organização e resistência nos grêmios estudantis e protagonismo do(a)s estudantes secundaristas”. Questões como a importância da unidade estudantil em defesa do passe livre, da democracia em sala de aula e que o ensino público deixe de ser mercadoria, foram pontuados.

Ilustração: Rodrigo Terra

“Do meu direito não abro mão, da previdência, da saúde e educação”, reivindicava a juventude presente.

Os estudantes ressaltaram a necessidade de não lutar apenas por manter os direitos que estão em risco, mas também de não deixar de lado a luta por direitos ainda não alcançados. Glauberth Reis, secundarista de Minas Gerais, falou de como a atuação dos grêmios podem mudar a realidade nas escolas.

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