Secundaristas de Minas se mobilizam em apoio à greve dos professores

Paralisação do setor privado de educação foi uma das maiores desde a década de 1990

Nas últimas semanas, os jovens de mineiros se uniram, junto à UCMG (União Colegial de Minas de Gerais), em solidariedade à greve dos professores da rede privada de ensino de Minas Gerais.

Os professores reivindicavam reajuste salarial, visto que as mensalidades escolares subiram em média 12%, continuidade das homologações das rescisões no sindicato da classe, e contra os os donos de escolas que queriam impor uma série de retrocessos à convenção coletiva no embalo da reforma trabalhista.

Ao longo dos 10 dias de paralisação, ocorreram intensas mobilizações com a participação de estudantes, e de pais e mães.

 

Estudantes do Colégio Santa Maria Coração Eucarístico juntaram-se para abraçar a luta dos professores. Fonte: UCMG

No Colégio Santa Maria Coração Eucarístico, de Belo Horizonte, secundaristas se vestiram de preto e produziram cartazes com frases de resistência.

Durante o ato no colégio, o estudante Bruno Pedrosa, do 3 °ano do Ensino Médio e 1° Secretário-Geral da UCMG, fez uma fala representando os estudantes:  “Os alunos estão com vocês na luta. Acima de tudo, o ato foi uma ação para homenagear os nossos professores”.

A União Colegial de Minas Gerais marcou presença no ato organizado pelos estudantes. Fonte: UCMG

A UCMG acompanhou a luta dos professores e esteve presente na Assembleia Legislativa durante as negociações. A entidade prestou total apoio incentivando os secundaristas a enviarem vídeos dos atos realizados em sua página no Facebook.

Depois de muitas negociações, os professores saíram vitoriosos. Conquistaram um reajuste de 1,56%, fixação da homologação de rescisão dentro da Convenção Coletiva de Trabalho, e fatos inéditos como o pagamento dos dias em greve e não punição dos grevistas.

Segundo o SINPRO-MG (Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais), essa foi considerada uma das maiores greves do setor privado de educação desde a década de 1990, com a característica positiva de envolver os estudantes secundaristas em defesa da categoria.

“Os professores atenderam ao chamado do sindicato e fizeram um movimento de resistência impondo uma derrota histórica à tentativa de implementação da reforma trabalhista por parte do patronal. A nossa unidade nos fará vencedores!”, comemora Valéria Morato, presidenta do SINPRO-MG.