“Pantera Negra” vai muito além de um herói negro

Já sabe, né? Se for curtir o filme, não esquece de levar a carteirinha da UBES com você

O lançamento do “Pantera Negra” nas telonas tem sido muito comentado nas redes sociais e veículos de comunicação do mundo todo. E com o final de semana chegando, curtir um bom filme com a meia entrada estudantil é uma ótima opção.

Pantera Negra é um filme totalmente baseado em personagens negros. A produção tem sido aclamada pelo público devido a essa abordagem diferenciada em comparação a outros filmes que abordam a temática racial.

À UBES, Pedro Borges, jornalista e co-fundador da Alma Preta, agência de jornalismo especializada na temática racial do Brasil, comenta que a mídia sempre representou o negro de uma maneira bastante estereotipada: “Ao longo da história, o negro é representado com uma imagem sexualizada ou animalizada, fortalecendo o imaginário da criminalidade”.

Para Borges, essa comunicação sempre teve o papel de naturalizar esse que é colocado como o papel do negro na sociedade e serve como uma forma de manutenção do racismo e da população negra na base da sociedade e nos espaços mais vulneráveis, além de favorecer a sustentação de uma política de estado que reforça as desigualdades.

Composto por cinco nigerianas e com um elenco majoritariamente negro, o filme retrata uma cultura negra fortalecida, apresenta personagens femininas negras com atuação forte e aborda o “afrofuturismo” com o reino fictício de Wakanda que, na trama, é uma potência em tecnologia.

A trilha sonora do filme é composta por grandes artistas da música negra e aqui, no Brasil, o rapper Emicida foi o escolhido para se encarregar da música tema de Pantera Negra.

“As propostas de comunicação que representem o negro de uma maneira positiva e, sobretudo, para além destes estereótipos, é extremamente rica e importante para a construção de uma sociedade mais democrática”, enfatiza Pedro.

Que tal aproveitar o final de semana com ela, sua carteirinha da UBES, prestigiando a cultura e o cinema?

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Por Aline Campos