Estudantes entregam a candidatos reivindicações sobre educação pública

Conheça as propostas construídas pela UBES, UNE e ANPG

Representantes nacionais dos estudantes têm procurado candidaturas à presidência da República para entregar a Plataforma Eleitoral dos Estudantes Brasileiros. O documento, construído em conjunto pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG),  reúne as reivindicações da juventude para a escola e a universidade públicas.

Acesse aqui a Plataforma Eleitoral dos Estudantes Brasileiros

Fernando Haddad (PT) recebeu as propostas na segunda-feira (24/9), durante encontro de sua candidatura com representantes da educação e ciência. O texto seria recebido por Ciro Gomes (PDT) nesta quarta (26/9), mas o candidato precisou cancelar por motivos de saúde. Guilherme Boulos (Psol) e João Goulart Filho (PPL) já aceitaram se reunir com estudantes.

Os candidatos à presidência e vice-presidência da República Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), recebem plataforma dos estudantes nesta segunda (54/9), em São Paulo. Já aceitaram se encontrar com estudantes: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (Psol) e João Goulart Filho (PPL)

Propostas para a escola pública

Quanto à escola, secundaristas reivindicam compromisso com o financiamento da rede pública, revogação do teto de gastos (Emenda Constitucional 95), democracia e liberdade escolar contra o projeto chamado “Escola Sem Partido”. Outra preocupação é com a renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que termina em 2019.

Além disso, a juventude quer respeito com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Este pacto possui 20 metas, mas apenas quatro apresentam avanços, de acordo com relatório deste ano do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Nessa Eleição, Defenda a Educação

Para este período pré-eleitoral, a UBES criou a campanha “Nessa Eleição, Defenda a Educação”, para conscientizar a juventude sobre a importância do voto. A recomendação da entidade é para que estudantes priorizem candidaturas compromissadas com a prioridade da educação pública, financiamento e liberdade.

Segundo a carta “Esperançar: Ocupar as urnas para vencer o ódio”, secundaristas defendem “um projeto nacional de desenvolvimento que dê atenção à educação como premissa para a construção de um país soberano e desenvolvido”.