Como os problemas na educação me prejudicam?

Listamos as dificuldades que estudantes passam por conta do descaso do poder público

Os estudantes brasileiros enfrentam diversas dificuldades para ter a garantia do acesso à educação pública. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, que fixa os deveres do Estado para garantir condições mínimas de qualidade no ensino, não é cumprida em suas determinações. Além disso, apenas 4,5% das escolas públicas apresentam todos os itens estabelecidos pelo Plano Nacional de Educação (PNE), segundo levantamento do movimento Todos Pela Educação de 2016.

É difícil enxergar mudanças, principalmente sem a perspectiva de financiamento. A Emenda Constitucional 95, aprovada em 2016, congelou por 20 anos os gastos em saúde e educação. Listamos abaixo alguns dos problemas que não recebem a atenção devida do Estado e prejudicam em cheio a vida dos estudantes:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A falta de infraestrutura nas escolas prejudica os estudantes que carecem de um ambiente apropriado para estudar. Nas escolas de ensino fundamental, por exemplo, só 46,8% possuem laboratório de informática. Bibliotecas ou salas de leitura só estão em pouco mais da metade das instituições, em 54,3%. Em 10% delas, não há água, energia ou esgoto. Os dados foram retirados do Censo Escolar 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cerca de 75% das crianças com menos de 4 anos não estavam matriculadas em creches ou escolas de educação infantil segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015. Apesar de muitas iniciativas municipais para zerar a fila das creches, pais e mães ainda têm dificuldades para encontrar vagas. Em muitos caso, as crianças precisam ficar com parentes ou vizinhos ao invés de estar recebendo acompanhamento educacional em uma creche ou escola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma pesquisa divulgada em 2016 pela Avaliação Nacional de Alfabetização mostra que os problemas no ensino já começam cedo, sendo que no 3º ano do ensino fundamental 55% das crianças têm níveis insuficientes de conhecimento em matemática e leitura. A porcentagem mostra que o ensino é defasado e carece de maior atenção ao conteúdo preparado aos estudantes. Milhares de jovens saem do ensino básico sem instruções adequadas para entrar no mercado de trabalho ou no ensino superior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quase 3 milhões de jovens largam os estudos a cada ano no país, segundo estudo realizado pelo Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia (Insper) de 2017. Motivos como a necessidade de trabalhar para ajudar os pais, violência, pobreza, locomoção e gravidez são os maiores impedimentos para os jovens terminarem a educação básica. O descaso do poder público em áreas como segurança, saúde, transporte e trabalho atingem em cheio estudantes de classes sociais mais baixas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cerca de 99% dos professores que atuavam na educação básica em 2014 ganhavam cerca de R$ 3.500, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O baixo salário também mostra que professores ganham menos que outros profissionais com o mesmo nível de formação. Pouco incentivo do governo e muito esforço do profissional, desmerece uma profissão tão importante que sofre com o descaso do poder público.