UBES apoia produção do filme “Primavera”

“Primavera” aborda a convivência coletiva, as mudanças individuais de cada um, a educação e a política; filme foi inspirado na geração de jovens que ousou defender a escola pública de qualidade

As ocupações secundaristas contra a proposta de reorganização escolar e o congelamento de investimentos na educação por 20 anos marcaram a vida de muitos estudantes pelo Brasil. Algumas das transformações por qual passaram esses jovens durante o movimento em 2015 e 2016 serão agora contadas pelo documentário “Primavera”, uma produção independente da Clementina Filmes, com o apoio da UBES.

Dirigido por Ana Petta e Paulo Celestino, “Primavera” joga um olhar inédito sobre um dos mais simbólicos movimentos da juventude brasileira ocorrido nos últimos anos. Durante as ocupações, a UBES denunciou o autoritarismo de algumas instituições, a falta de democracia nas escolas e os retrocessos na educação levados adiante pelo governo de Michel Temer. Foram milhares de escolas ocupadas, locais onde os estudantes passaram pelos momentos, talvez, mais intensos de suas vidas.

O que é o filme “Primavera”?

“Primavera” aborda a convivência coletiva e as mudanças individuais de cada jovem. “Visitei a ocupação do Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, e a fala do pessoal foi muito tocante. Daí, surgiu a idéia de fazer um filme que contasse um pouco das transformações desses jovens”, relata a diretora Ana Petta, que também dirigiu recentemente o doc. “Osvaldão”, sobre o líder da Guerrilha do Araguaia.

Inspirado nos documentários do cineasta Eduardo Coutinho, a produção usou as redes sociais para encontrar estudantes que participaram das ocupações e realizou dezenas de entrevistas em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Natal (RN) e Curitiba (PR), confrontando estes jovens com as suas próprias histórias de frente a uma câmera.

Durante as gravações, surgiram casos impressionantes vividos por cada um dos estudantes. Os depoimentos são a principal fonte de inspiração para a produção do longa. “O mais impressionante é como as pessoas saíram do processo das ocupações. A transformação pessoal é muito profunda, perceptível. A pessoa se transforma e transforma o mundo”, diz a diretora. O filme contribui para dar uma dimensão histórica do que foi a Primavera Secundarista, também, para as próximas gerações.

“Primavera” quer chegar aos cinemas, ajude e participe do financiamento coletivo

Contribua pelo site Catarse e ganhe recompensas exclusivas, como camisas e pôsteres; apoie o desabrochar dessa juventude e o cinema nacional independente

Para o filme “Primavera” conseguir chegar aos cinemas, será necessária a mesma coletividade das ocupações. Produzido de forma independente, já foi possível realizar pesquisas, elaborar roteiros, fazer filmagens e colher depoimentos de meninas e meninos que participaram do movimento. A reta final é a montagem e finalização do documentário, para isso, foi lançada uma campanha de financiamento pelo site Catarse (https://www. catarse.me/primaveraofilme), que está sendo apoiada pela UBES e tem como meta arrecadar R$ 35.750 mil.

Os custos de levar um filme para os cinemas ainda são altos, por isso, a coletividade foi a melhor forma encontrada para aproximar as pessoas que acreditam nessa geração de jovens. “É um filme totalmente independente e, para que chegue ao cinema, é muito importante a participação e união de todos”, diz a diretora Ana Petta. “O financiamento aproxima as pessoas, cria vínculo com a obra”, completa.

Com o documentário concluído, ele será inscrito em festivais, exibido em salas de cinema no Brasil e entrará no circuito comercial. Futuramente, o longa será disponibilizado também na internet. “Os estudantes que participaram das ocupações saíram conscientes do seu papel político e social. Vão pensar coletivamente neste mundo cada vez mais individualista”, reflete Ana Petta.

PARTICIPE DO FINANCIAMENTO COLETIVO

No Catarse foram disponibilizados sete opções de financiamento, entre R$ 20 e R$ 200, sendo que o valor corresponde a recompensas exclusivas do filme que serão disponibilizados apenas por meio da colaboração. Colaborando com R$ 100, por exemplo, dá direito a uma camisa, card, adesivo e nome nos créditos do filme.

O valor arrecadado vai custear a montagem e finalização do filme, produzir as recompensas, pagar a comunicação e a taxa do Catarse. Além do filme pronto, o apoio de cada um vai viabilizar o objetivo de registrar o movimento para as próximas gerações, servindo de exemplo e semeando a força dos estudantes.

Originalmente publicado na Revista da Gestão 2015 – 2017.