Com saudações de Manu e Ciro, UBES celebra 70 anos

Celebrações começaram durante congresso da entidade, na Arena Goiânia

Sete décadas pulando as catracas, fazendo barulho, ocupando tudo e ousando mudar o Brasil. A história da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) completará 70 anos em 2018, no próximo dia 25 de julho. Porém, as celebrações já começaram nesta sexta (1) na Arena Goiânia, durante o 42º Congresso da entidade.

Reunidos na capital de Goiás, 10 mil jovens de todos os cantos do país participaram do ato político em homenagem àquela que, ao lado da UNE, é a principal entidade do movimento estudantil brasileiro. A história da UBES foi lembrada e saudada por diversas pessoas que registraram a sua admiração e incentivo aos “secundas”.

Dois presidenciáveis do campo progressista, para 2018, enviaram vídeos de apoio à UBES que foram transmitidos no telão do encontro. Ciro Gomes (PDT-CE) ressaltou que nunca na história o Brasil precisou tanto da juventude secundarista: “Nosso país está passando pela entrega das suas riquezas, pelo desmonte do estado, e isso requer a juventude nas ruas. Que muitos encontros como esse possam ser celebrados, com a democracia restaurada”, declarou.

Já a ex-militante do movimento estudantil Manuela D’ávila (PCdoB-RS) destacou as ocupações secundaristas, que classificou como determinantes para a resistência ao golpe de 2016. “Os estudantes são parceiros de um projeto de desenvolvimento para o país. Vocês nos deram uma lição de resistência e eu sei que juntos podemos construir um Brasil desenvolvido para todas e para todos”, convidou.

MUITAS GERAÇÕES E MUITAS LUTAS

O ato em homenagem aos 70 anos da UBES também contou com a presença de diversos ex-presidentes e ex-presidentas da entidade. O mais pioneiro deles, Apolinário Rebelo, dirigiu os secundaristas em 1983 e
participou do processo de reconstrução da UBES no início dos anos 1980.

“É uma alegria indescritível hoje, depois de tanto tempo, ver um Congresso como esse vibrante, cheio de gente de luta, de alegria, de esperança”, disse.

Outro presidente de um momento histórico da entidade foi Mauro Panzera, que esteve à frente da UBES em 1992, durante a campanha dos caras pintadas que levou à queda do então presidente Fernando Collor de Melo. “Vocês estão vivendo um momento atualmente que é muito parecido com aquele”, disse. “A juventude brasileira não pode ser mera vivandeira de um golpe que aconteceu há um ano atrás. Vocês são responsáveis pela luta de agora, pela derrubada desse governo golpista”, convocou.

Já Carla Santos, presidenta entre os anos de 1999 e 2001, homenageou as mulheres que são protagonistas hoje no movimento secundarista:“Vocês fizeram as ocupações, enfrentaram a polícia, o retrocesso. É muito difícil falar na frente de vocês porque vocês são as minhas heroínas e os meus heróis. A medida do mundo que a gente quer amanhã começa hoje, dentro da gente”.

O Congresso da UBES segue até este sábado (2) na Arena Goiânia. Acompanhe ao vivo pela página da UBES no Facebook.

Por Artênius Daniel, de Goiânia
Fotos: Léo Souza