42º CONUBES: Estudantes unidos em defesa do Brasil

Secundaristas decidem coletivamente aderir à greve geral no dia 5 de dezembro contra a reforma da Previdência

O ginásio do Goiânia Arena ficou pequeno para os 10 mil estudantes de todo o Brasil reunidos no 42º CONUBES, nesta sexta-feira (1º). Os secundaristas aprofundaram ainda mais o debate sobre as políticas e estratégias de ação que irão orientar a luta do movimento estudantil brasileiro no próximo período.

Durante os dias 29 e 30 de novembro, o Congresso realizou 10 mesas de debates e grupos de discussão, que serviram de base para a elaboração de resoluções, votadas pelos delegados e delegadas na plenária final.

Foram aprovadas resoluções de Educação, Conjuntura e Movimento estudantil, além de três moções: de apoio aos estudantes secundaristas do Rio de Janeiro contra o corte no passe livre estudantil, apoio à greve da FASUBRA e apoio ao Dia Nacional de Mobilização contra a Reforma da Previdência.

“A UBES se somará ao movimento sindical e social no dia 5 de dezembro, construindo nos estados as paralisações, piquetes, greves e os atos”, diz o documento desta última moção.

Defender a Educação é Defender o Brasil

Contra a reforma do Ensino Médio, o Escola sem Partido, a emenda constitucional 95 e outros ataques do governo ilegítimo à Educação, a UBES defende uma escola verdadeiramente democrática e popular.

A UBES se coloca na defesa da construção de um Plano Nacional de Assistência Estudantil do Ensino Básico e Técnico, do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e de um salário justo para os professores, com melhores condições de trabalho, assim como em suas lutas contra a reforma trabalhista e a da previdência em curso.

A UBES também se posiciona de forma contrária ao projeto de privatização da gestão das escolas proposta recentemente pelo governo Alckmin de São Paulo através do chamado Contrato de Impacto Social (CIS); e defende uma educação pública, democrática, popular, gratuita e de qualidade.

A força das ocupações

O maior movimento de ocupações de escolas na história do país foi lembrado na resolução de movimento estudantil aprovado pelos estudantes contra o projeto neoliberal, entreguista e reacionário de Temer.

“A UBES e as entidades municipais e estaduais filiadas atuaram de forma decisiva nesse movimento de ocupações, trazendo conquistas concretas como a eleição direta para diretor no Rio de Janeiro, a derrota da Reorganização Escolar em São Paulo e a não implementação da Reforma do Ensino Médio no Rio Grande do Norte”, diz a resolução sobre movimento estudantil.

Unidade na luta para defender o Brasil

A UBES deve convocar no próximo semestre uma grande Jornada de Lutas dos estudantes brasileiros em defesa da educação pública, unindo forças nas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

“Lutar por um outro modelo de política econômica é central para tirar o Brasil da recessão, tendo como norte a retomada da economia, a redução da taxa de juros, a auditoria da dívida pública e a taxação das grandes fortunas. É preciso que a UBES defenda um projeto de país a favor dos direitos do povo”, apontou a resolução e Conjuntura.

“Acreditamos ainda que o movimento social precisa apontar caminhos para derrotar as reformas impopulares e a crise institucional apresentadas pelo governo Temer, como a convocatória de uma constituinte soberana e democrática que possa vir a realizar um referendo revogatório das reformas impopulares, ou seja, avaliar saídas que conclamem o povo a participar da política e derrotar a agenda neoliberal”, dizia outro trecho.

O Congresso da UBES segue até este sábado (2), com atividades na Arena Goiânia. Acompanhe ao vivo pela página da UBES no Facebook.

Por Natasha Ramos, de Goiânia
Fotos: Nilmar Lage e Léo Souza.