31 de março: nas ruas contra “reformas”

No dia do golpe que levou o Brasil a uma ditadura em 1964, trabalhadores e estudantes se unem pelos direitos trabalhistas e à aposentadoria

Contra “reformas” que retiram direitos do povo, as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, junto com o Fórum das centrais sindicais, anunciam um conjunto de ações para a próxima sexta-feira (31/3). A data é simbólica também para fazer uma defesa contundente pela democracia. Afinal, em 31 de março de 1964 começou o golpe que colocaria o Brasil na escuridão por mais de 20 anos.

“Precisamos mostrar mais uma vez a força do povo nas ruas”, diz a diretora da UBES Jéssica Lawane, lembrando das milhares de pessoas que já protestaram no último dia 15 de março. Ela explica: “Depois disso, a votação da reforma da previdência foi adiada. Mas ela vai voltar à pauta, além da reforma trabalhista e da Lei da Terceirização que estão aí ameaçando nossos direitos. Precisamos mostrar que estamos atentos e unidos”.

Uma greve será anunciada nesta sexta pelos trabalhadores para 28 de abril. Estudantes e profissionais da Educação também estão articulados e preparam um grande movimento no dia 7 de abril.

Em São Paulo o ato será no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h. O movimento acontecerá em dezenas de cidades, em todas as regiões do País. (Veja aqui locais e horários).

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Edson Luís, presente

Março e abril são meses históricos de mobilização da juventude nas Jornada de Lutas, em referência ao “desaniversário” do Golpe de 1964 e em lembrança a estudantes mortos durante a ditadura militar: 28 de abril seria aniversário de Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE morto pela ditadura, e dia em que Edson Luís foi assassinado pelo Polícia Militar ao realizar um protesto, no Rio de Janeiro. (saiba mais)

“Mais de 50 anos depois da ditadura, o projeto Escola Sem Partido ameaça o debate de temas atuais nas salas de aula, enquanto projetos para a educação pública, como a deforma do Ensino Médio, focam no corte de verbas e não no desenvolvimento de um pensamento crítico”, afirma Camila Lanes, presidenta da UBES.

Nesta semana, o site da UBES revelou o caso de uma escola chamada “Presidente Costa e Silva”, em Porto Alegre, onde estudantes e professores são perseguidos por defender a mudança do nome em referência a um ditador. (leia)

Camila completa: “Edson Luís permanece vivo em cada estudante secundarista e nós não vamos baixar a guarda! A nossa luta é por uma educação pública, gratuita e de qualidade e também pela democracia, dentro e fora das escolas de todo o País.”

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