3 Perguntas Sobre Passe Livre

Danilo Ramos foi Vice Presidente da UBES na Gestão 2015 - 2017 e falou sobre a gratuidade no transporte para a juventude

Danilo Ramos luta pelo passe livre desde que ingressou no Ensino Médio, em Alagoinhas, interior da Bahia (ele cresceu na periferia de Salvador). “Lá, chegamos a fechar o terminal da cidade e dialogar com o poder público, mas o passe livre ainda não é um direito. Seguimos lutando, em todos os lugares do Brasil”. Ele tem a consciência de como essa luta histórica é importante para todos os estudantes brasileiros e representa o direito do jovem à cidade, à cultura e ao lazer, além de combater a evasão escolar.

“A implantação do passe livre não é um gasto e sim investimento para a juventude.”

1. O passe livre para estudantes é uma luta histórica do movimento estudantil. Como essa gestão acompanhou a questão?

Com muita luta e suor essa gestão batalhou do início ao fim para que o passe livre estudantil deixasse de ser uma utopia para ser uma realidade para todos os estudantes do Brasil, seja ele de capital ou do interior.  A luta precisa existir sempre, primeiro porque o passe livre precisa ser realidade em todos os lugares. Além disso, mesmo nas cidades onde ele já existe, constantemente é um direito ameaçado. Como aconteceu nesses últimos dois anos em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo. Foram alguns dos lugares onde o movimento estudantil não se calou.

2. Muitos dizem que o passe livre para estudantes atrapalha as contas dos municípios. Como explicar que se trata de um direito?

É preciso fazer um amplo debate com a juventude e as gestões municipais, pois a implantação do passe livre não é um gasto e sim investimento para a juventude. Representa o direito de circular pela cidade, de acessar cultura e lazer fora do horário escolar e evita evasão escolar.

3. O que significa, para você, travar esta luta fazendo parte da gestão da UBES?

É uma experiência excepcional fazer parte da UBES, a gente fala por milhares de jovens e se lembra de todos os passos até chegar ali. No meu caso, participo de colegiado escolar desde os 10 anos, em Salvador. Aos 15 anos, participei pela primeira vez de uma luta por passe livre, em Alagoinha (BA). Em Salvador, onde cresci, é uma luta travada desde 2003.

Originalmente publicado na Revista da Gestão 2015 – 2017.