Transparência Internacional apoia pressão estudantil pela integridade da CPI da Merenda

Em São Paulo, líderes da principal organização anticorrupção mundial se declaram solidários à caça aos ladrões da merenda

Em solidariedade aos estudantes que conquistaram a abertura da CPI da Merenda, representantes da Transparência Internacional (TI) – principal organização dedicada à luta contra corrupção no mundo – realizaram na manhã desta quinta-feira (30), na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), uma roda de conversa com os secundaristas.

Pela integridade da investigação que irá apurar casos de desvios de recursos e pagamento de propina nos contratos de alimentos escolares, a atividade foi organizada pelas entidades estudantis e reuniu jovens que participaram das ocupações das escolas e que tem acompanhado as reuniões da Comissão.

O Diretor para as Américas da Transparência Internacional, Alejandro Salas, reiterou a mensagem de apoio à juventude que acompanha as investigações. “A pressão pública, do modo que vocês estão fazendo, é a única que funciona. O nosso compromisso é seguir observando e contar sua história em todo o mundo”, disse.

ESTUDANTES DENUNCIAM ARBITRARIEDADE DA COMISSÃO

Fruto da série de ocupações nas escolas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada em junho e já chega à sua terceira reunião sob denúncias de arbitrariedade. Os estudantes denunciaram à Transparência Internacional a composição da CPI que favoreceu acusados da base aliada.

“Quase toda Comissão é formada por deputados da base do governo, temos uma comissão que vai tentar o tempo todo blindar o principal envolvido que é o presidente da ALESP, Fernando Capez. Estamos vigilantes, precisamos ouvir os depoimentos e exigir esclarecimentos”, ressaltou o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Emerson Santos.

Prova da arbitrariedade apontada pelos estudantes foi a declaração do presidente da Comissão, deputado estadual Marco Zerbini (PSDB), que inocentou o também tucano Capez. Fez isso sem sequer ter ouvido o acusado ou acessado os documentos das investigações iniciadas pelo Ministério Público na Operação Alba Branca, que  já apontavam o presidente da ALESP como envolvido na máfia da merenda.
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