Sem democracia a educação não avança!

Ato no Palácio do Planalto a favor da educação dá a largada na semana em defesa da democracia

A juventude deu o tom de irreverência e alegria no Palácio do Planalto nesta terça-feira (12) no ato #‎EducaçãoPelaDemocracia em Brasília. O encontro marcou o inicio da Semana em defesa da educação e da democracia, que terá a participação de caravanas de estudantes de vários locais do Brasil. Os gritos de “não vai ter golpe, vai ter luta” ecoaram pelas rampas da sede do poder executivo do governo federal.

Alem das entidades estudantis UBES, UNE e ANPG, representantes de todo o setor e entidades educacionais estavam presentes.

A diretora de comunicação da UBES, Fabíola Loguercio, ressaltou o protagonismo histórico dos estudantes que lutaram pelo Fora Collor e o posicionamento da juventude: para ter impeachment é preciso haver crime de responsabilidade, do contrário, sem base legal, é um golpe contra a democracia.

“A UBES defenderá a democracia e o mandato constitucional eleito por 54 milhões de votos em um processo eleitoral com participação de mais de 100 milhões de brasileiros e brasileiras. Além disso, a entidade disputará a narrativa do governo, visando alavancar o projeto de transformação social através da educação”, destacou Fabíola ao mencionar a nota da entidade sobre a atual conjuntura política e o papel dos estudantes (acesse aqui na íntegra).

Em nome de todo movimento estudantil, a presidenta da UNE, Carina Vitral, explanou o esforço dos estudantes na construção dos mais de 100 comitês universitários que se espalham pelo Brasil contra o golpe judiciário-midiático que vem se instalando hoje no País.

 

ESTUDANTES ENTREGAM DOCUMENTO À DILMA

Em estado de mobilização permanente em Brasília pela democracia, a UBES e demais entidades estudantis entregaram à presidenta Dilma Rousseff uma carta dos Estudantes brasileiros em defesa da democracia e contra o golpe.

CONTRA O GOLPE À PÁTRIA EDUCADORA

Dilma lembrou da prioridade aos investimentos da educação neste últimos 13 anos e exemplificou destacando as 18 novas universidades construídas e 173 campos universitários, 402 escolas técnicas federais, 4 milhões de jovens entrando nas universidades privadas graças ao ProUni e Fies, 9 milhões e 500 mil com o Pronatec.

E afirmou que “ estamos dando consistência ao conceito de pátria educadora, ao acesso democrático a educação”.

A presidenta da República afirmou que a tentativa de golpe é contra as universidades públicas, a educação pública gratuita  e contra os programas que tornam a educação privada possível a todos que pleiteiam. Dilma ressaltou que a continuação desse projeto depende agora da soberania do voto popular.

Texto: Cristiane Tada e Bruno Bou, com edição
Fotos: Cuca da UNE.