Por que Eduardo Cunha é inimigo dos estudantes, da juventude, do povo e da democracia?

Câmara dos Deputados cassa mandato de golpista com 450 votos

Golpistas não passarão! Há muito tempo essa tem sido a palavra de ordem do movimento estudantil contra o reinado do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Após uma série de ataques aos direitos do povo, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, recebimento de milhões de reais de propina em contratos da Petrobras e por manter diversas contas ilegais no exterior, o peemedebista teve sua cassação aprovada por 450 votos a 10, nesta segunda-feira (12).

Veja alguns motivos por que os estudantes pediram o #ForaCunha

CUNHA, GOLPISTA

Cunha foi um dos articuladores do golpe no Congresso Nacional que levou ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mesmo sem crime de responsabilidade fiscal. Em abril, a diretoria da UBES lançou nota sobre a instauração do processo, afirmando que “foi uma ação criminosa de vingança do presidente da Câmara, Eduardo Cunha”. Leia aqui na íntegra.

#ForaCunha É ESTOPIM DA PRIMAVERA FEMINISTA

Em 2015, o #ForaTemer também foi mote de luta dos estudantes na Marcha das Margaridas, marcando o estopim da Primavera Feminista que tomou todo país. Milhares de mulheres foram às ruas contra o projeto de lei 5069 de autoria de Cunha, que propôs retirar das vítimas de estupro o direito de interromper a gravidez. O PL, que também restringe o acesso à pílula do dia seguinte, já foi aprovado por todas as comissões pelas quais passou e aguarda ser discutido e votado em plenário.

Durante o 41º Congresso da UBES, principal fórum secundarista de toda América Latina – que aconteceu em novembro do mesmo ano  -, os estudantes aprovaram unanimemente o “Fora Cunha” contra a agenda conservadora imposta pelo então presidente.

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UMA VEZ GOLPISTA, SEMPRE GOLPISTA

A condução da farsa do impeachment na Câmara não foi a primeira ação golpista de Cunha. Em julho de 2015, ele orquestrou de forma explícita o golpe contra a juventude ao manobrar na Casa a votação para a aprovação da PEC 171/93, que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

A UBES encabeçou nas redes sociais o movimento #AnulaSTF, mais um capítulo de resistência do movimento social contra Cunha, que votou pela segunda vez em menos de 24 horas a aprovação do texto da redução da maioridade penal em primeiro turno no plenário da Casa.

A manobra de Cunha revoltou deputados contrários à mudança constitucional, gerando intensas discussões. Nas redes sociais, o movimento exigiu a anulação da votação que aconteceu a toque de caixa. A hashtag #AnulaSTF teve adesão unânime do movimento social e juristas, atingiu o primeiro lugar entre os temas mais comentados na internet.

Veja Cartilha da UBES contra redução da maioridade penal e entenda mais

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CUNHA X DEMOCRACIA

Na época, Cunha impediu a entrada dos estudantes que tentavam acompanhar a votação. Mesmo com salvo conduto emitido pela Justiça, a UBES e a UNE foram impedidos de entrar na casa do povo. A ação arbitrária de Cunha contou com senhas limitadas para impedir o acesso do movimento estudantil.

Com muita resistência, blitz no gabinete dos deputados e pedido de Habeas Corpus emitido pelo Supremo Tribunal Federal, os estudantes conseguiram com dificuldade acompanhar a votação no Plenário. Relembre aqui.

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O FASCISMO DE CUNHA

Com spray de pimenta e uso da força, durante o período de luta que mobilizou os estudantes contra a PEC da redução da maioridade penal, a Polícia Legislativa agrediu secundaristas que se manifestavam durante discussão da proposta na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Às ordens de Eduardo Cunha, a sessão pública foi interrompida com violência e repressão. Uma secundarista, diretora da UBES, sofreu ferimentos após ser agredida na cabeça e receber spray de pimenta no rosto precisou ser conduzida ao hospital. Relembre aqui.