Polícia agride estudantes em SP e reprime ato

Manifestação também denunciou invasões policiais que aconteceram na última semana em escolas ocupadas sem mandado judicial

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Borrachada, gás de pimenta, prisão arbitrária e violência. Em mais um capítulo da ação policial que tenta reprimir a luta secundarista em São Paulo, na noite desta quarta-feira (18), estudantes das escolas técnicas e estaduais foram agredidos por policiais militares durante o “Ato unificado pela educação e contra os cortes, na Avenida Paulista.

As agressões aconteceram na altura da Avenida Ipiranga, quando a manifestação seguia pacífica rumo à Secretaria de Educação, na Praça da República. Em vídeo publicado pelo coletivo “Mídia Ninja”, policiais que prenderam estudantes em ação arbitrária aparecem agredindo os jovens de maneira indiscriminada para dispersar a manifestação que pautava a luta contra o corte de verbas na educação e em apoio às ocupações das escolas que vem sofrendo ataques da policial em reintegrações de posse ilegais (saiba mais).


Segundo o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Emerson Santos, apesar da “ação desproporcional da polícia que perseguiu os estudantes para agredi-los”, as crescentes tentativas de calar a juventude não intimidará o movimento que segue unificado ao calendário nacional das escolas ocupadas no Ceará, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

“A Primavera Secundaristas está tomando conta do país, principalmente em estados que o governador não trata educação como prioridade. A nossa resposta ao ensino precarizado é escola ocupada em todos os cantos do Brasil. Enquanto estudar numa escola de qualidade for um privilégio, ocupar será nosso dever”, defendeu o líder estudantil.

Foto: Mamana Coletivo.