No Mato Grosso, hostilidade da PM segue ameaçando mobilizações estudantis

A truculência policial tem coagido estudantes que lutam por educação de qualidade no estado

O movimento estudantil tem sofrido com as frequentes afrontas por parte da Polícia Militar no Mato Grosso.  Na Escola Estadual Ferreira Mendes, localizada na cidade de Cuiabá, cinco estudantes foram detidos de forma violenta na quinta-feira (23/06).  Ainda no último sábado (02/07), no Estadual Nilza de Oliveira Pipino, situado no município de Sinop, o presidente da Associação Matogrossense dos Estudantes Secundaristas (AME), Juarez França, foi intimidado pela abordagem da PM, que tentou detê-lo de modo arbitrário.

O presidente da AME visitava a ocupação e ao chegar no colégio, a polícia tentou levá-lo para a delegacia por desacato a autoridade. Ele havia pedido para que os policiais não entrassem no Nilza de Oliveira Pipino, já que muitos menores integravam a mobilização. Juarez entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado do Mato Grosso (SEDUC) e foi orientado a não registrar ocorrência para que a situação não fosse divulgada e, somente por isso, não foi conduzido à delegacia.

FERREIRA MENDES

A instituição lutava contra a tentativa do governador Pedro Taques (PSDB) de implantar as Parcerias Público Privadas (PPPs), quando a PM, que não portava um mandato judicial, agiu de forma autoritária e ilegal para realizar uma desocupação.  Cinco secundaristas e um diretor da AME foram detidos e levados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC). Após registro do boletim de ocorrência, eles foram liberados e uma audiência será marcada para solucionar o caso.

Juarez França fala sobre as investidas contra o Movimento Estudantil. “O Governo do Mato Grosso tem sido autoritário e mentiroso, já que tem ido à mídia para dizer que não irá colocar polícia nas escolas e na verdade, a PM tenta oprimir os estudantes e fazer com que o movimento se enfraqueça.  Ainda assim, os secundas seguem firmes, resistindo e ocupando pela retirada integral das PPPs”, finalizou.