“Movimento Desocupa” invade com violência ocupações no RJ

Com apoio de professores, secundaristas resistem pacificamente nas escolas e denunciam atos de violência incentivados pela Secretaria Estadual de Educação

No Rio de Janeiro, o movimento “Desocupa”, na tentativa de interromper as ocupações tem invadido escolas e gerado violência por todo o estado. Em relatos nas redes sociais, secundaristas denunciam ação de pessoas que invadem seus colégios durante a madrugada, agridem e atiram bombas contra os estudantes que resistente pacificamente.

13139131_268827940137892_3260597201262397643_nOcupando o colégio estadual Souza Aguiar desde 18 de abril, a jovem Izabel Catão Gomes conta que a ocupação também tem sofrido ameaças. “Sofremos ameaças, mas a situação que mais preocupa é a estadual Mendes de Moraes [primeira escola do estado a iniciar ocupação], onde uma menina foi esfaqueada. Lá, o movimento foi iniciado pelo diretor que já foi exonerado do cargo”, conta.

A pressão pelas desocupações tem promovido verdadeiros arrastões por grupos quase sempre formado por alunos das próprias instituições ocupadas. Para se proteger dos ataques, os secundaristas tem formado barricadas com mesas e cadeiras.

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PROFESSORES APOIAM ESTUDANTES
Os estudantes denunciam que as ações de desocupação começaram nas redes sociais com apoio da Secretaria Estadual de Educação (SEE). Nesta segunda-feira (16), professores e estudantes ocuparam a sede da Diretoria Regional Metropolitana 3, como forma de protesto contra a violência de jovens do movimento Desocupa e garantia de segurança nas ocupações. Sem retorno da SEE, os professores decidiram que permanecerão do lado de fora do prédio em apoio aos estudantes para não configurar aliciamento de menores.

UBES EM DEFESA DOS ESTUDANTES
A diretora de Comunicação da UBES, Fabíola Loguercio, acompanha de perto as ocupações de diversas escolas do Rio de Janeiro. Ela rechaça o movimento, que “tenta dividir e deslegitimar os estudantes que já tem alcançado conquistas”.

“O Desocupa é composto por pessoas pagas para forçar a desocupação a qualquer custo, resultando muitas vezes em agressão física. Mesmo assim, as ocupações seguem firmes na luta para garantir ainda mais vitórias para a educação no Rio de Janeiro”, finaliza Fabíola.

FOTOS: Ocupa Mendes e Agência Brasil.