Liminar criminaliza ocupação de secundaristas na ALESP

A ocupação da Assembleia Legislativa de São Paulo está ameaçada. O Tribunal de Justiça de São Paulo liberou o documento que assinala o nome da presidente da UBES, Camila Lanes, e multa de 30 mil reais por pessoa que se negue a sair do prédio. Considerando os 75 estudantes, serão R$ 2.250.000 por diárias, talvez as mais caras do mundo.
O juiz Sergio Serrano Nunes Filho definiu que deve haver uma perícia no momento em que o oficial de justiça entregar o documento de reintegração para averiguar se houve danos ao patrimônio público durante a ocupação dos secundaristas. Há um período de 15 dias para recorrer da liminar. O juiz determinou ainda, que os estudantes têm 24 horas para deixarem o prédio. Em caso do não cumprimento da ordem, a reintegração pode ser feita “com uso de força policial”.
“Somos estudantes e estamos reivindicando a merenda da nossa escola. Não temos dinheiro para pagar essa multa de mais de 2 milhões, que suspeito que irá pagar o serviço que o Capez não vem fazendo. Fizemos a vaquinha para sensibilizar a sociedade para a criminalização do nosso movimento, que é digno e pacifico, e só se pede uma coisa: a abertura imediata da CPI merenda”, disse a presidente da UBES, Camila Lanes.
Os ocupantes criaram uma vaquinha online para arrecadar o valor da multa e chamar a atenção do público para a manobra no judiciário do presidente da ALESP, Fernando Capez (PSDB-SP), principal investigado na máfia da merenda e algoz da ocupação desde seu início.
OCUPAR! RESISTIR!
Desde o início da noite de ontem (4), representantes da UBES, UPES, UEE, UNE e de outros movimentos estudantis ocuparam a entrada principal da ALESP. Eles passaram a noite acampados no portão e também não vão arredar o pé enquanto os secundaristas não saírem do plenário.
O recado segue sendo claro: ocupar e resistir até a CPI sair!

Por: Mídia Ninja/UNE com edição.
Foto: Estudantes dormem no chão da ALESP. | Por: Mídia Ninja.