ESPÍRITO SANTO INICIA SÉRIE DE ATOS CONTRA O AUMENTO

População apoia manifestações em repúdio ao reajuste, falta de qualidade nos transportes e em defesa do passe livre

Nesta terça-feira (12), estudantes e movimentos sociais do Espírito Santo tomaram as ruas da capital em protesto contra o ajuste da tarifa aprovado no último domingo pelo Conselho do Transporte na Grande Vitória. O valor foi elevado de R$ 2,45 para R$ 2,75, o que deixou a população indignada.

A passeata iniciou às 6h da manhã, em frente ao Palácio Anchieta, região central onde está localizada a sede do governo do Estado. Duas avenidas foram ocupadas pela manifestação que seguiu até a Praça Costa Pereira. O ato foi organizado pela União dos Estudantes Secundaristas do Espírito Santo (UESES) junto à UMES Vitória, UMAES Vila Velha, DCE do Instituto Federal (IFES), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), movimentos de juventude e Associações de Moradores.

 

Segundo o presidente da UESES, Luiz Felipe Costa, foi o primeiro de muitos outros que virão até que o valor seja revogado. “Fomos às ruas com palavras de ordem e gritos que chamaram a atenção da população, inclusive recebemos muito apoio. Apesar do governo montar um forte esquema de ‘segurança’ para nos inibir, colocando a cavalaria da polícia militar nas ruas, nós não aceitaremos esse aumento”, disse o estudante.

 

O secundarista do curso de Engenharia de Minas no campus Cachoeiro de Itapemirim do IFES, Guilherme Viza, conta que não houve diálogo com a população. “Não houve nenhuma proposta de contrapartida, apenas anunciaram o aumento acima da inflação, sem nenhum comprometimento de aumentar a frota ou melhorar a segurança nos ônibus. A qualidade do transporte é precária, por isso a população nos apoia, todos são contra esse reajuste abusivo”, explica.

FALTA ACESSO, PASSE LIVRE JÁ!

Os estudantes capixabas também defendem nas manifestações o passe livre irrestrito. Atualmente, o governo oferece apenas duas passagens diárias aos secundaristas da rede pública estadual em linhas restritas e não inclui os finais de semana, como contra o jovem Rafael Reis. Ele terminou os estudos no ano passado e conta que uma das dificuldade foi pagar a passagem.

“Eu dependia do ônibus para ir e voltar da escola, e não tinha passe livre. O governo precisa perceber que a qualidade da educação também depende do acesso à cidade, a formação não se faz apenas dentro da sala de aula”, argumenta Rafael.

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A LUTA NÃO PARA

Nesta quinta-feira (13), uma reunião com a população foi convocada. A concentração terá início às 18h, na Praça Pereira Costa, em Vitória. Para saber mais, acesse o evento no facebbok.