Especial Jovens na Política: a voz de quem representa as demandas estudantis nas Eleições 2016

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou dados que indicam o perfil dos candidatos a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Segundo dados do TSE, 496.846 candidatos concorrem nas eleições que irão acontecer no próximo dia 2 de outubro. Do número total, os jovens entre 18 e 29 anos representam apenas 9,8% dos concorrentes.

As estatísticas mostram ainda que há uma predominância de homens (68%), brancos (51%) e mais da metade (55%) tem idade entre 40 e os 59 anos. É nesse contexto que jovens de todo Brasil buscam espaço nas Eleições 2016. Muitos deles, vindos do movimento estudantil, trazem novas propostas e podem significar a reformulação da realidade política brasileira.

 

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FONTE: TSE

Diante desse cenário, como entidade defensora dos interesses estudantis, a UBES lança o Especial Juventude na Política, que tem como objetivo principal, oferecer espaço e voz aos candidatos cujas propostas coincidem com demandas do movimento estudantil.

Diretora da UBES, Jéssica Lawane, relembra a necessidade da representatividade juvenil na política. “Estamos passando por um momento de crise de representação. Precisamos desconstruir esse velho modo de fazer política! São sempre os mesmos, filhos dos mesmos e esse jeito de levar a política não representa a juventude ou mesmo o povo brasileiro. Precisamos da juventude negra, LGBT e das mulheres para que possamos reconstruir nosso modo de fazer política”, explicou.

Perfil dos candidatos x Representatividade popular

No ano de 2013, as ruas pautaram uma reforma política, reivindicando dentre outras coisas, uma democratização no sistema político brasileiro, ou seja, uma maior diversidade de grupos que compõem a sociedade deveria estar diretamente inserida na política.

Os números do TSE, entretanto, apontam que o oposto vem acontecendo. Dentre os que pretendem representar a população brasileira, uma fatia de aproximadamente 26% corresponde a agricultores, servidores públicos municipais, comerciantes e empresários.

Para a representatividade feminina, os dados seguem desanimadores.  A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo IBGE em 2013, demonstra que existem 103,5 milhões de mulheres no Brasil, o equivalente a um pouco mais da metade da população brasileira (51%). Nessas eleições, entretanto, elas representam apenas 32% das candidaturas.

Quanto aos partidos que mais conseguiram protocolar candidaturas, dois deles seguem linhas mais conservadoras e estão pautados no neoliberalismo. São eles: o PSD, com 5,92% e o PP com 5,64%. O PSDB ficou em segunda posição, registrando 7,19% das candidaturas, atrás apenas do partido do atual presidente ilegítimo, Michel Temer, o PMDB, que alcançou 8,95% dos registros.

Para saber mais sobre o seu candidato, acesse o DivulgaCandContas. Com novas funções, a plataforma agora oferece um sistema completo de informações a respeito de todos os 5.568 municípios do país nos quais as eleições acontecerão em outubro.