Em Brasília, estudantes lutam contra os primeiros avanços da Lei da Mordaça

No Centro Educacional 6 de Ceilândia, um ofício foi enviado a um professor que solicitou à turma um trabalho sobre gênero e sexualidade

Na foto: À  esquerda Kathleen Cristina; à direita Luana Vilaça. Juntas elas organizam mobilizações em apoio ao professor.

A lei da mordaça avança no Brasil e os primeiros casos de retrocesso começam a surgir. Em Brasília, no Centro de Ensino Educacional 6 de Ceilândia, o professor Deneir Meireles foi notificado com um ofício da Câmara Legislativa do Estado após solicitar aos estudantes um trabalho sobre gênero e sexualidade na disciplina de biologia.

Desde o ocorrido, os secundaristas têm se mobilizado contra a medida que representa uma ofensiva ao livre debate de ideias nas salas de aula. A campanha #SomosTodosDeneir foi lançada nas redes e atos estão previstos no evento oficial que apoia o professor.

Um vídeo em resposta à deputada Sandra Faraj, do partido Solidaridade (SD), que assinou o documento enviado à escola, foi feito pelos estudantes para apresentar ao poder público quais deveriam ser os reais motivos de preocupação, a exemplo da atual infraestrutura precarizada do colégio e as condições nas quais os professores dão aula.  Nas próximas semanas, uma nova manifestação deverá ser realizada.

Uma das organizadoras do evento em apoio à Deneir é a secundarista Luana Vilaça, que destaca a importância do livre debate para a formação dos cidadãos. “Diariamente, ao menos um LGBT morre no Brasil, o índice de homofobia é muito grande e a escola não pode ter mordaça para tratar esses assuntos. Não aceitaremos que exilem o nosso senso crítico, nosso conhecimento! Esses são temas que precisam ser passados aos alunos, somo todos plurais! ”, enfatizou.

Confira o documento completo abaixo:

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