Por uma política sintonizada com os novos tempos

Secundaristas no 41 º CONUBES debatem os desafios para construir uma política que represente a juventude

A juventude brasileira não se vê representada pelo parlamento, as mulheres representam apenas 10% na política e o número de casos de corrupção só aumentam. É fato, o sistema político brasileiro precisa mudar, esse diagnostico é unânime entre todos aqueles que acompanham a política do país.

Tema de debate no primeiro dia do 41º Congresso da UBES (CONUBES) nesta quinta-feira (12) a Reforma Política Democrática é a solução para por fim ao financiamento empresarial de campanha e garantir uma política realmente democrática, com menos corrupção e com mais representação social.

O financiamento empresarial de campanha tem como principal foco evitar o gasto indiscriminado nas campanhas, como: o caixa dois e a corrupção. “Além de deixar o político com o rabo preso, o financiamento empresarial de campanha serve para o empresário como investimento”, afirma o Diretor Executivo da CUT, Júlio Torres.

Apenas 19 grupos empresariais no país financiam campanhas políticas. Só nas últimas eleições apenas uma empresa elegeu 100 deputados federais, outra 360 deputadas estaduais. “A crise  financeira está relacionada com a crise da democracia representativa e isso tem a ver com o atual sistema político, que é comandado pelo dinheiro, portanto só é eleito aquele que tem dinheiro e isso se resume em um parlamento que não ouve a voz do povo brasileiro”, afirma o Secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB, Aldo Arantes.