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A luta contra as opressões movimenta Conubes e ressalta o papel do enfrentamento unificado contra o conservadorismo

A construção da democracia pela juventude começa nas salas de aula, principal campo de luta dos estudantes contra as diversas formas de opressão. A batalha da UBES pela inclusão do debate de gênero e diversidade nos Planos Municipais de Educação deu o tom à mesa que discutiu “Contra todas as opressões a escola vai ter a nossa cara”, nesta sexta-feira (13), durante o 41º Congresso.

Não por acaso, tema de redação do principal exame do ensino médio brasileiro neste ano, a chamada “Primavera das Mulheres” é evidente pela desconstrução do machismo e empoderamento. Com menos de 10% de representação no Congresso Nacional e salários 30% abaixo dos homens, a superação das opressões começa garantindo a discussão da igualdade de gênero.

“Precisamos sair desse Congresso da UBES levando ações efetivas para dentro das escolas contra qualquer tipo de opressão”, diz Lúcia Rincon, presidenta da União Brasileira de Mulheres.

Em meio à tramitação de projetos conservadores no Congresso Nacional, a juventude tem ocupado as ruas contra a redução da maioridade penal e a desmilitarização da polícia militar para barrar o extermínio da juventude negra, que segundo o Mapa da Violência 2015, das mais de 56 mil pessoas vítimas de homicídio, 71% eram negros.

“O conservadorismo nunca esteve tão em alta, precisamos tirar os racista, machistas e LGBTfobicos  de dentro do armário, não podemos permitir que eles continuem ocupando espaços de poder e ditando regras em nossas vidas”, comentou Edson França, coordenador geral da UNEGRO.

Combater as discriminações está entre as estratégias do movimento estudantil para reverter o quadro da evasão escolar e formar uma sociedade plural e democrática de forma unificada, como comenta a liderança sindical das trabalhadoras e trabalhadores da USP, Sâmia Bonfim. “É necessário unificar as lutas do nosso país, já que nossos inimigos são os mesmos”, finalizou.