ESTUDANTES DE SP REPUDIAM REPORTAGEM DO SPTV

Acusados de depredar instituição após ocupação, secundaristas lançam nota nas redes sociais

Na tarde desta segunda-feira (14/12), estudantes da E. E. Salvador Allende Gossens, localizada no bairro José Bonifácio, Zona Leste da capital paulista foram surpreendidos pela cobertura da Rede Globo, no programa SPTV 1ª Edição sobre a depredação e o furto dos bens da escola durante o último sábado.

Na reportagem, o diretor Moisés Melo e a vice-diretora, Maria de Jesus, afirmam que jovens que participavam da ocupação contra a reorganização escolar, foram os responsáveis pelos danos.

Em repúdio a reportagem e ao posicionamento dos administradores da escola, os estudantes divulgaram uma nota na página da instituição no Facebook para esclarecer o que realmente houve na instituição.

Em nota, os estudantes alegam não serem os responsáveis pelos prejuízos provocados na escola e afirmam que a instituição já sofria com assaltos antes mesmo do início das ocupações. “O Salvador sempre sofreu com roubos e invasões antes mesmo do movimento contra a reorganização começar”, explica os estudantes.

Os secundaristas deixaram a instituição no último sábado, 12 de dezembro, após decisão em assembleia pelos próprios secundaristas. “Na madrugada de sexta para sábado, houve mais um ataque por pessoas estranhas, o que determinou a situação de desocupação”, afirmam em nota.

Os jovens ocuparam a instituição por exatos 30 dias, muito organizados, dividiam-se em tarefas como limpeza, segurança, preparo das refeições e comunicação. “Os estudantes que ocuparam a escola cuidaram e zelaram pelo espaço por entenderem que um movimento em defesa da escola contra o seu fechamento tem que atuar para beneficiar e melhorar a instituição”, esclarecem em nota.

Os secundaristas afirmam que os diretores da escola se posicionaram contra as ocupações desde o início, inclusive chegaram a ligar para pais de alunos ameaçando que os estudantes poderiam ficar retidos, caso não desocupassem a instituição.

“Gritamos nosso repúdio pelas más intenções do Moisés Melo, diretor, e Maria de Jesus, vice-diretora, que desde o começo do movimento tentam criminalizá-lo! O movimento foi e continua sendo justo, tendo chegado a uma conquista legítima da escola continuar funcionando em 2016!”, declaram.