ABES realiza 7º Congresso e reelege Nadson Rodrigues como presidente

Os estudantes baianos tiveram um fim de semana muito movimentado, nos dias 5 e 6 de dezembro ocorreu o 7º Congresso da Associação Baiana Estudantil Secundarista (ABES), no Centro Noturno de Educação da Bahia Maria Felipa de Oliveira, em Salvador, com muito debate e atividades culturais voltadas para os anseios da juventude.

Sábado, 5 de dezembro, ocorreu a mesa de abertura com foco na educação do estado, os secundaristas debateram a atual situação educacional da Bahia e a importância da reformulação do ensino médio para construir uma escola com a cara da juventude. Os estudantes também trouxeram à tona a situação dos estudantes indígenas e a importância de pensar políticas públicas que beneficiem as minorias.

“Saímos daqui com mais força para construir um mundo melhor, uma das nossas metas agora é realizar o 1º Encontro de estudantes indígenas”, afirma o presidente da entidade, Nadson Rodrigues.

Relembrando a importância de trazer pautas que dialoguem com a realidade da juventude para dentro das escolas públicas do Brasil, a entidade realizou um encontro de mulheres e um seminário LGBT que enalteceu a importância da diversidade e busca colocar fim ao machismo e as LGBTfobias.

“Os estudantes precisam ter base para construírem suas próprias identidades e serem livres para amar e ser quem quiserem ser”, comenta Nadson.

Durante a plenária final, realizada na tarde de domingo, 6 de dezembro, centenas de secundaristas baianos reelegeram Nadson Rodrigues para estar à frente da entidade por mais dois anos.

“Estou encarando a próxima gestão como um novo desafio,  queremos construir uma ABES ainda melhor e estaremos em luta para defender a democracia, a reformulação do ensino médio e garantir a liberdade de todos os estudantes baianos”, afirma Nadson.

A entidade também realizou um Festival de Talentos, em que estudantes que se identificam com cultura e arte tiveram espaço para se apresentar.

A ENTIDADE

A ABES foi fundada em 1958 e teve protagonismo em importantes lutas travadas na Bahia, ao longo desses 57 anos. Foi fechada no período da ditadura militar (1964-1985), pelas mobilizações contrárias aos governos autoritários, e reconstruída há 12 anos, em 2003.