A meia-entrada volta a ser meia de verdade

Debate sobre acesso da juventude à cultura discute sobre regras da meia-entrada

A ampla defesa do movimento estudantil ao direito à meia-entrada para eventos culturais e esportivos foi consenso na mesa que fechou o ciclo de debates do 41o Congresso da UBES, na noite desta sexta-feira, 13.

A plateia estava lotada de secundaristas interessados em saber mais sobre a nova Lei da Meia-Entrada, regulamentada no final de outubro, e que devolve o direito a quem tem direito.

“Não existe meia-entrada no Brasil! Quem paga meia, paga inteira e quem paga inteira, paga o dobro. Com a nova lei, haverá a regulamentação devida e apenas quem tem o Documento do Estudante poderá pagar a meia-entrada”, declarou a presidenta da UBES, Bárbara Melo.

Bárbara observou que a nova lei, ao obrigar a apresentação do Documento do Estudante oficial emitidos pelas entidades estudantis, põe fim às máfias de carteirinha de identificação estudantil e tende a reduzir o valor dos ingressos.

A nova lei determinou ainda um limite mínimo de 40% dos ingressos para meia-entrada — antes era de 0%. Os estudantes lutam pelo fim desta cota.

“O movimento estudantil lutou muito por essa pauta, por isso a meia-entrada deve ser irrestrita para todos os estudantes do país”, afirmou Bia Martins, da União Juventude Rebelião.

CULTURA NAS ESCOLAS

Para Juana Nunes, ex-presidenta da UBES e secretária do Ministério da Cultura, os estudantes devem lutar pela ampliação de atividade culturais para aumentar a pluralidade e a diversidade do ensino nas escolas.

“Para mudar a escola do começo ao fim, temos que ser radicais, reconhecer a diversidade do conhecimento e da cultura popular para garantir o acesso de meninos e meninas ao que tem de melhor no país”, convocou Juana.