A luta pela desconstrução do monopólio dos meios de comunicação

Conubes discute a democratização da mídia e a pressão por mais representatividade

A liberdade de expressão é uma pauta cara para a juventude que tem engrossado a luta contra o monopólio da mídia brasileira, atualmente dominada por interesses políticos e econômicos de poucas famílias e grupos empresariais. O tema está entre as demandas mais urgentes do movimento estudantil e foi destaque nos ciclos de debate do 41º Congresso da UBES nesta quinta-feira (12).

A mesa “Eu vejo na TV o que falam sobre o jovem não é sério”, discutiu o papel dos jovens na luta pela democratização dos meios de comunicação, o que para o presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, é uma disputa pela desconstrução do monopólio. “Depende da pressão social da juventude fortalecendo as redes comunitárias e públicas, é a forma de fazer a batalha de ideias na sociedade”, afirmou.

POR MAIS REPRESENTAÇÃO: DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA JÁ

A UBES também tem encampado a luta junto aos movimentos sociais pela democratização. Atualmente a entidade participa do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e da campanha Para Expressar Liberdade, que pede a aprovação da Lei da Mídia Democrática, projeto de iniciativa popular pela proibição da propriedade de veículos de comunicação por políticos, o controle social dos conteúdos e a garantia da função cidadã da mídia.

“Historicamente, o monopólio da mídia está relacionado à manutenção de privilégios de uma parte da sociedade, que não dialoga com a diversidade de informações. Somente a democratização dará condições de igualdade na disputa de ideias, será a ‘despatriarcalização’ da mídia e do estado”, exclamou a representante da Marcha Mundial das Mulheres, Amanda Teixeira.

O jornalista e ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, apresentou uma retrospectiva da influência dos meios de comunicação, e concluiu, declarando: “A forma de enfrentar os meios de comunicação de massa é sermos guerrilheiros, precisamos fazer de nós mesmos instrumento de mudança”.