CONEG debate Ensino Interdisciplinar para melhorar aprendizagem

Ensino que interligue o conteúdo da sala de aula à realidade dos estudantes é discutida como meta para uma educação emancipatória

A situação atual do ensino e a busca por mudanças no currículo das salas de aula foram tema no 14º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UBES, em Brasília. Secundas e convidados, mediados por um membro da entidade se em encontraram na sexta (6/9) trazendo em suas pautas exemplos e propostas sobre o tema “Reforma Curricular: Ler e contar com ciência e arte”.

Dos problemas atuais na educação e nos direitos do estudante, um ponto crucial é a mudança curricular. Segundo a afirmação da representante do MEC convidada que compôs a mesa, “o currículo não pode ser fragmentado porque a realidade não é fragmentada”. Ou seja, dividir por matéria, não existir prática entre as disciplinas e a vida do estudante é um método que não funciona mais.

Entre as contribuições do debate sobre a reforma curricular, os estudantes discutiram a necessidade de interligar o ensino aprendido na sala de aula o aplicando ao cotidiano, como por exemplo, a matemática no dia a dia do estudante. Outro destaque é a aplicação de disciplinas de forma coletiva de maneira à interligá-las.

Um problema é a dificuldade de aceitação de professores/especialistas na intervenção em suas matérias que trabalham ‘cada um no seu quadrado’. O debate sobre reformulação apontou a necessidade dos profissionais e gestores da educação precisam de uma nova roupagem, partindo do diálogo com as universidades desde a formação destes profissionais.

O quê incluir na Reforma Curricular

A debatedor Adriana apontou durante a mesa de debate que o investimento no Ensino Médio é novo no país.  Segundo ela, a reforma vem para combater a evasão escolar e ferramenta para melhoria na qualidade. Chamado por ela de ‘Ensino Médio Inovador’, a proposta é a formação integral no país, unindo várias áreas.

Vindo da Região Sul, Julio que é professor doutor em Filosofia, imigrante chileno radicado há muitos anos no Brasil (militante estudantil, saiu de seu país devido a ditadura Pinochet) aponta a necessidade de reestruturação curricular: não é o conteúdo mas sim a forma de aprender.

Pesquisa como princípio pedagógico e trabalho como princípio educativo unindo conteúdo de várias disciplinas, o método é capaz de unir o ensino da sala de aula à realidade cotidiana através de uma educação e emancipatória.

Da Redação