“A juventude tem que ir pra rua mostrar que sabe o que quer, é ela quem está com a palavra”

Dirigentes estudantis de 1961 participam da abertura dos trabalhos do 14º Coneg debatendo a importância dos secundaristas na construção da Reforma Política

Sobre as atuais pautas que serão aprofundadas durante os trabalhos dos 14º Coneg, o painel “10 anos de um Novo Brasil” firmou como primeiro debate a participação dos estudantes em mecanismos que possibilitarão a reforma política com reformas estruturais como eixo central para os desafios do futuro. Dirigentes estudantis de 1961 participaram da mesa de abertura, expondo depois de 65 anos de história da UBES, as lutas centrais da entidade, que ao lado da UNE e dos demais movimentos sociais, figuraram importantes desafios para garantir que os militares não tomassem o poder, possibilitando a reforma de base.

Compondo o quadro de veteranos na diretoria das entidades estudantis, Roberto Amaral, Aldo Arantes e Gabriel Alves, os debatedores participaram do painel que dialogou com a última ação da UBES em 3 de setembro, quando foi assinado com mais 100 entidades a proposta de projeto de lei de iniciativa popular  chamada de “Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas”, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília (DF).

O tema que serra fileiras no debate estudantil foi discutido pelos presentes no painel, utilizando o espaço do Coneg para elencar as diretrizes da pauta que ganha força. Acesse aqui o texto do manifesto.

A REFORMA POLÍTICA QUE A JUVENTUDE QUER

Contra o financiamento privado de campanhas para manifestar a necessidade de afastar a influência do poder econômico das eleições que tem hoje 98% do dinheiro das campanhas originado de empresas, sua maioria empreiteiras; reformulação do sistema político com a participação popular, ampliando os canais e os espaços da democracia e o combate à corrupção com uma reforma que privilegie projetos, ideias, e não interesses individuais.

Para Aldo Arantes que esteve na mesa, responsável pela criação da Lei do Grêmio Livre em 1985, hoje também membro da Comissão de Mobilização de Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a voz da juventude é fundamental neste processo. “A juventude tem que ir pra rua aprofundar o processo democrático. A juventude tem que ir pra rua mostrar que sabe o que quer, é ela quem está com a palavra”, finalizou.

O pedido por mais democracia contra o monopólio das empresas que caracteriza o monopólio dos discursos foi criticado pelos estudantes, que em suas intervenções, fundamentaram seus anseios por mais educação, saúde, transporte de qualidade e menos corrupção.

Veja abaixo a entrevista de Aldo Arantes e suas considerações após o painel que reuniu os estudantes no primeiro dia de debates.